TSE: Bastião da Impunidade!

Ignorando provas robustas e fatos concretos, o TSE – Tribunal Superior Eleitoral, por 4 votos a 3, afastou em 09.06.2017 o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.

O primeiro fato que salta aos olhos é a demora em julgar o caso: desde o início de 2015 o TSE vinha “protelando” o julgamento da chapa. Não é admissível que se espere quase 2 anos e meio para uma decisão desta importância.

Outro fato é que dois dos sete ministros que participaram do julgamento e votaram contra a cassação do atual presidente foram indicados pelo próprio Temer recentemente.

De acordo com o procurador da República e integrante e coordenador-geral da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, “a maioria dos ministros do TSE preferiu ignorar as provas com referência às ilegalidades da chapa Dilma-Temer”.

Ainda segundo Deltan, “o que nos deparamos, é que muitas vezes, a cúpula de poderes acaba se guiando por interesses, já que alguns ministros do TSE fecharam os olhos para as evidências que estavam diante deles, em se tratando de fraudes que acabaram sendo judicializadas.”

O cidadão percebe o resultado deste julgamento como (mais) um incentivo à impunidade, às malandragens eleitorais e às artimanhas jurídicas e políticas para afastar a aplicação verdadeira justiça. Crimes eleitorais devem ser assim tratados, com os rigores da lei, independentemente das “pressões políticas e econômicas”. A população exige o fim da impunidade!

Manifeste-se Contra a Anistia a Caixa 2

Aos Deputados Federais e Senadores:

“Como cidadãos preocupados com a crise política do país e à corrupção que assola a nossa política, pedimos a V. Exas aprovem imediatamente, por meio de voto nominal, as 10 Medidas Contra a Corrupção propostas pela sociedade civil, rejeitando qualquer alteração que venha a enfraquecer a essência desse pacote, como, por exemplo, a anistia ao caixa 2 e outros crimes de corrupção. Tapar as brechas na legislação que permitem os corruptos escaparem da justiça é urgente para impedir a impunidade e recuperar a fé das pessoas na política e em nossos representantes.”

Por que isto é importante?

Uma manobra política de última hora ameaça matar uma proposta ambiciosa anticorrupção dando impunidade a milhares de políticos que cometeram Caixa 2.

Temos 72 horas para impedir este ataque à nossa democracia.

Não há nada que políticos corruptos tenham mais medo do que o combate sério ao enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, propina e outros abusos. E é exatamente isso que o pacote de 10 Medidas Contra a Corrupção irá fazer.

Agora, alguns deputados estão pressionando por emendas que corromperiam o projeto — apenas se reagirmos com uma petição cidadã histórica com 3 milhões de assinaturas antes da votação crucial na terça-feira poderemos vencer.

Assine a petição on line em https://secure.avaaz.org/campaign/po/10_medidas_br/?cHSiueb

Fonte: site Avaaz – 25.11.2016

proteste-041216

Boletim Jurídico 10.11.2016

Data desta edição: 10.11.2016

IMPUNIDADE
PL 3636 é Um Golpe à Lava-Jato
DESTAQUES
Contestação do FAP/2017 Termina em 30/Nov
Condomínio Pode Acionar CDC
SP Lança Crédito Digital para Empresas
MAPA JURÍDICO ONLINE
Mandado de Procedimento Fiscal – MPF
Contrato Aleatório
Segurados da Previdência Social – Classificação
TRIBUTÁRIO
Suspensão de Tributos
Que é Recurso Hierárquico Administrativo?
Receita Bruta – Conceito Tributário
TRABALHISTA
Novembro: Mês do Adiantamento do 13º Salário
Empregado Doméstico Pode Permanecer na Residência do Empregador nas Férias?
ARTIGOS E TEMAS
RERCT Atinge Objetivos da Receita Federal
Novas Mudanças nos Benefícios de Auxilio Doença e Aposentadoria por Invalidez
NORMAS LEGAIS
Caixa Regulamenta Promoções e Sorteios Filantrópicos
Reveja as Principais Normas Legais Editadas em Outubro/2016
PUBLICAÇÕES PROFISSIONAIS ATUALIZÁVEIS
100 Ideias Práticas de Economia Tributária
CLT Anotada e Atualizada
Terceirização com Segurança

Alerta: PL 3636 é Um Golpe à Lava-Jato

Equipe Mapa Jurídico – 09.11.2016

Está na Câmara dos Deputados a análise do Projeto de Lei (PL) 3636, sob o regime de urgência.

Malfadado PL altera a Lei 12.846/2013, e a Lei 8.429/1992, para permitir que o Ministério Público (MP) e a Advocacia Pública celebrem acordo de leniência, de forma isolada ou em conjunto, no âmbito do art. 16 da Lei 12.846/2013.

Ou seja, os acordos não precisariam mais da participação do MP para serem celebrados.

Desta forma, um dos efeitos de eventual conversão em lei seria a extremada concentração de poderes no Poder Executivo e de enfraquecimento dos órgãos independentes, como TCU e MPU, nos acordos de leniência. Corre-se o risco que os interesses particulares se sobreponham à moralidade pública, em detrimento de uma análise mais rigorosa dos quesitos da delação.

Portanto, para fins de investigações da Lava-Jato, em andamento, o PL 3636 é uma temeridade, ao afrouxar as rédeas dos mecanismos atuais da delação. Segundo avaliações, da forma que está, a PL 3636 poderia esvaziar substancialmente a principal delação em andamento na investigações atuais, a da empresa Odebrecht e seus quase 80 executivos.

Outro detalhe é que a proposta ainda livra as pessoas envolvidas no esquema de corrupção de qualquer sanção penal caso a empresa feche um acordo de leniência.

Deltan Dallagnol afirma à imprensa que: “isso impacta todo o cenário de negociação de acordo de leniência, que pode implicar inclusive no desinteresse de empresas em trazer novos fatos e informações novas sobre crimes que não foram descobertos. Se for aprovado esse substitutivo que circulou a esse projeto, a Lava Jato estará ferida de morte”.

Recomenda-se, em nome da moralidade pública, que o público repudie veementemente, junto aos parlamentares, esta iniciativa.

Os contatos dos deputados de cada bancada estadual podem ser obtidos no link:

http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa

Manifeste-se! O Brasil precisa acabar com a corrupção!